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A ciência em sua janela

April 30, 2020

Cidadão comum pode participar de pesquisas sobre bioacústica durante pandemia 

 

 

 

Que sons você ouve da sua janela? Esses sons mudaram com a reclusão decorrente da pandemia do coronavírus? Essas perguntas motivam estudos de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que propõem uma iniciativa de ciência cidadã, denominada Fonotrópica, para avaliar se será possível ouvir melhor a biodiversidade em dias de quarentena. 

 

O objetivo da pesquisa, que integra o Instituto Nacional de Ciência em Tecnologia voltado para estudos Inter e Transdisciplinares sobre ecologia e evolução (INCT In-tree), é monitorar a atividade da biodiversidade durante o período de isolamento social.  Nesse sentido, será investigada a frequência de animais nos espaços urbanos a partir da redução da presença humana.

 

Um dos coordenadores do projeto, Hilton Japyassú, explica que a proposta do estudo é testar a hipótese de que haverá um aumento da biofonia nos ambientes urbanos nesse momento de isolamento social. Para tanto, será avaliado também o período pós reclusão para que seja possível um comparativo.

 

“A ideia é tornar a janela de cada residência um ponto de amostra, onde nossa equipe possa verificar, por meio das gravações efetuadas, se há mesmo uma redução de ruídos derivados das atividades humanas e aumento do ruído da biofonia, que é todo som gerado por organismos vivos não humanos”, explica Japyassú. 

 

O prazer em trabalhar com captação de sons foi o incentivo para que o técnico de som, Danilo Duarte, tivesse interesse em conhecer e participar do estudo da paisagem acústica da cidade. Morador do bairro de Águas Claras, o técnico avalia que, apesar da localidade demorar a sair da rotina agitada, atualmente, há uma grande redução da poluição sonora. "Com a diminuição de ônibus e carros transitando, percebo uma mudança no som ambiente. Em consequência disso, tenho a impressão de estar ouvindo mais os pássaros durante a manhã, entre outros ruídos não tão comuns em dias normais”, observa.

 

O projeto conta com a participação de pessoas de vários lugares do Brasil, de cidades grandes a pequenas. O biólogo e cientista com formação nas áreas de ecologia e comportamento animal, idealizador e também coordenador do Fonotrópica, Lucas Rodriguez Forti, pontuou que a coleta de amostras iniciou no dia 19 de março. “Até o momento, temos 64 janelas de residências espalhadas pelo Brasil, passando por São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul. Nossa ideia é que esse monitoramento perdure após o término do isolamento”, pontuou.

 

 

 

Ciência feita por todos

 

Para participar do estudo, o interessado deve preencher o formulário disponível no link:https://forms.gle/dSF8UtpsxC5gN6228. Após o envio, é necessário aguardar o contato da equipe da Fonotrópica para receber o número da janela referente à casa do voluntário. É importante ressaltar que o número da janela é a identificação padrão de cada residência, todos os áudios gravados terão que ser protocolados com a numeração recebida.

 

As gravações devem ser realizadas por meio do celular, com o auxílio do aplicativo “Reporter” ou RecForge II, ambos gratuitos. Antes de começar a gravar, o cidadão deve habilitar o aplicativo para salvar as mídias no formato “wav”, único formato aceito pelos pesquisadores.

 

Durante a captação, é necessário que não haja nenhum tipo de ruído de conversas e outras fontes de barulho “interno” que possam confundir as informações acústicas dos registros. Além disso, a posição do aparelho celular durante a gravação deverá ser sempre a mesma, voltada para o lado externo da residência. 

 

 

 

Os arquivos podem ser enviados semanalmente ou diariamente para o e-mail fonotropica@gmail.com. Neste canal, também será possível esclarecer dúvidas. Para informações mais detalhadas, acesse o site fonotropica.ufba.br/cc.php.

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