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Metade dos jovens brasileiros atua em áreas diferentes da formação

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Não foi só a precarização do emprego que levou o publicitário Fabrício Oliveira, 26 anos, a mudar de carreira. Sua vocação para a confecção de vestuário, sobretudo sapatos, pesou na hora de optar entre o briefing e as máquinas de costura. Perdeu a agência; ganhou Fabrício em satisfação pessoal. O agora designer de sapatos, endossa uma lista de jovens que trabalham em áreas distintas da sua formação. No Brasil, de acordo com um levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no ano passado, nos últimos quatro anos, o total de jovens com nível superior em funções incompatíveis com a sua escolaridade subiu 6,1 pontos percentuais, chegando a 44,2%.

 

“Não é que eu não gostasse de atuar em uma agência. Mas não me via fazendo aquilo pelo resto da vida. Na instabilidade. Aproveitei minha vitalidade para arriscar. Estou feliz porque trabalho à minha maneira e nos meus horários, sem pressão”, disse Fabrício que hoje é dono da loja virtual Glac Glac. 

 

Mas há casos, por exemplo, que o desemprego bate à porta sem aviso prévio. E a falta de oportunidade exige, mesmo que a contragosto, que a vida profissional siga outro rumo. Nádila Silva, 28 anos, por exemplo, era pedagoga em uma creche particular na cidade de Ipirá, no Centro Norte baiano. Desde o início do ano passado, após receber o aviso de demissão, ela tem tentado voltar ao mercado. Sem sucesso, restou, então, fazer do hobbie uma alternativa para quitar as contas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somam-se a ela, outros 12,8 milhões de brasileiros sem uma carteira assinada. 

 

“Eu já fazia peças de crochê mas como uma forma de distração. Essa foi a única alternativa que encontrei para ir levando a vida até que eu consiga um novo emprego. São caminhos de mesas e capas para eletrodomésticos que comercializo no próprio bairro”, contou a educadora que está se preparando para fazer um concurso municipal na modalidade Reda.

 

Dicas

 

A gestora de Recursos Humanos Cinthia Cordeiro afirma que é cada vez mais comum que jovens saiam do ensino superior e demore para começar a galgar os primeiros passos na profissão. Para essa parcela de recém-formados e para uma outra que, por um motivo ou outro, tem o vínculo empregatício encerrado, a profissional traz algumas dicas:

 

  • Mantenha seu networking sempre atualizado. Não tenha vergonha, por exemplo, de ligar para um amigo ou um antigo chefe para pedir um freela ou uma indicação. Isso vale para os recém-formados que deve começar a estabelecer uma rede de contatos dentro da universidade e fora dela, nos estágios;

 

 

  • Entenda que hobbie também pode ser profissão. Dependendo de suas habilidades, um passatempo pode se tornar um quebra-galho, ou até mesmo sua principal fonte de renda; 

 

  • Não foque apenas em uma área. É preciso sair da zona de conforto e entender que as empresas buscam cada vez mais profissionais com múltiplas habilidades. Isso serve, inclusive, como uma segunda fonte de renda. Por exemplo: uma professora que entende de designer. Ela pode dar aulas é, ao mesmo tempo, fazer um freela com conteúdos de mídia. Pode, também, levar os conhecimentos para dentro da escola, agregando, de alguma forma, à sua metodologia. 

 

  • Não pare de estudar enquanto estiver trabalhando ou parado. Conhecimento nunca é demais e pode te levar a uma carreira estável. Se você gosta de segurança, invista em concursos. 

 

 

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