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Saiba quais são as praias impróprias para banho em Salvador

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A orla marítima de Salvador possui cerca de 50 km de extensão, sendo a segunda maior baía do planeta. Mesmo com toda extensão, a capital baiana ainda apresenta praias escondidas, entre Dois de Julho a Ondina. Como a Praia da Preguiça, Praia do MAM, Praia do Solar do Unhão, Praia da Gamboa de Baixo, Shangri-la, Vila Brandão, Praia Lagamar, Praia do Salvador Praia Hotel e a Piscina artificial de Ondina. Mas além de toda a beleza e todo mistério, será que essas praias possuem qualidade adequada para o banho? O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) produz boletins semanais sobre a qualidade das águas, com o intuito de informar as praias próprias e impróprias para o banho. O Inema também criou o aplicativo “Vai dar praia” com informações da qualidade das águas na costa baiana que é monitorada pelo próprio instituto. De acordo com o monitoramento feito pelo Inema, existem locais que as águas não estão próprias e/ou sofreram alterações durante os meses de janeiro e fevereiro (confira no infográfico abaixo).

 

 Foto: Rodrigo Veloso

 

 

Critérios de balneabilidade

 

Os critérios de definição das praias que são ou não apropriadas tem ligação direta com o esgotamento sanitário e os níveis de Eschehia coli, vulgarmente conhecido como coliformes fecais. Segundo a assessora do Inema, Wilma Teixeira, ações dos banhistas também interferem, como depositar lixo no mar e na areia.  

 
A Rede de Monitoramento da balneabilidade no estado da Bahia é composta atualmente por 121 pontos distribuídos em toda a costa do litoral baiano. As amostras de água para análises da balneabilidade são coletadas semanalmente e feita pela Coordenação de Monitoramento e Recursos Ambientais e Hídricos, considerando as especificações da Resolução N.º274/2000 do CONAMA que define critérios para classificação das águas. São consideradas impróprias, as águas que o valor da amostragem seja superior a 2000 Eschehia coli.

 

O monitoramento precisa ser semanal porque a situação da praia pode mudar de uma semana para outra. Em janeiro, por exemplo, a praia de Tubarão, localizada no bairro de Paripe, em Salvador, passou o mês sendo considerada imprópria para banho, de acordo com o sistema de balneabilidade do Inema. A praia sofreu algumas alterações, em fevereiro, ficando própria a partir do dia 11. Já em março, não houve nenhuma indicação de que o trecho da praia estava impróprio para o banho.

 

 Foto: Rodrigo Veloso

 

 

Riscos e consequências

 

A dermatologista Viviane Boccanera alerta sobre os riscos e as consequências que a água contaminada pode trazer para a pele. “Há risco de dermatite de contato, alergias a substâncias químicas dos esgotos e infecções, bactérias, fungos, larva migrans. Se houver ferimentos na pele, o risco de infecção aumenta”. Além desses ricos para a pele, segundo a médica, existem outras consequências para os banhistas, como, por exemplo, a possibilidade de transmissão de doenças de veiculação hídrica, como a gastroenterite, a hepatite A, a cólera e a febre tifoide.

Ainda de de acordo com a dermatologista, quanto maior o contato com a água contaminada, maior o risco de transmissão de doenças. “A ingestão acidental da água e o banho oferecem maior risco à saúde que apenas caminhar na areia. No entanto, o ideal é evitar o contato com o solo contaminado. Crianças, por exemplo, podem brincar na areia e se contaminar colocando a mão na boca".

 

Mariene dos Santos costuma frequentar a praia de Tubarão e contou que em uma das vezes sentiu coceiras pelo corpo e irritação na pele com placas avermelhadas. “Fiz o uso de hidratante e óleo após o banho e acho que melhorou bastante”, concluiu. A dermatologista Viviane Boccanera diz que não há riscos de utilizar hidratante corporal nesses casos desde que sejam sem perfume, mas alerta que "se deve buscar atendimento médico o mais rápido possível".

 

 

 Produção: Íris Leandro

 

 

 

 

 

 

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