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Para além da faculdade: TCC’s que revelam negócios

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Um bom trabalho de conclusão de curso (TCC) exige mais tempo, esforço e envolvimento do universitário do que qualquer outra atividade da graduação e para alguns o reconhecimento de que o trabalho foi bem feito vai além da aprovação.

 

Alguns projetos conseguem se consolidar como negócio, tornando-se fonte de renda para os estudantes, é o caso do site Rap 071, dos jornalistas Gabriel Soares e Pedro Enrique Monteiro. Em dois anos, o site acumula 35 mil visualizações, agregou uma rádio web e faz cobertura de grandes festivais da capital baiana com os quais também desenvolvem parcerias. “O Rap 071 é a minha realização profissional. Posso trabalhar a autoestima e representatividade de um povo historicamente excluído dos processos de gestão pública e que possui uma rica cultura de resistência”, comenta Gabriel Soares.

 

Aliar experiência, prazer e pesquisa pode ajudar a alcançar esses resultados que extrapolam os muros da faculdade. “Quando o estudante resolve desenvolver o trabalho na área que já tem alguma expertise e/ou gosta muito, ele tende a ter menos dificuldade, por exemplo, no entendimento do tema e na busca de fontes, sem falar no prazer de estar trabalhando com uma área que se tem afinidade. Só é preciso ter cuidado para manter o distanciamento necessário ao pesquisador diante do objeto estudado”, comenta a professora Cristina Mascarenhas que trabalha há 15 anos na orientação de TCCs.

 

O jornalista Sérgio Franco seguiu esse caminho. Ele participou, ao longo de 20 anos, de bandas de rock e foi essa experiência que serviu de inspiração para o desenvolvimento do projeto. A partir da familiaridade com a música, ele teve a ideia de reunir informações sobre a trajetória de 25 anos de uma das mais tradicionais bandas baianas de metal, Malefactor, e resolveu transformá-las em um documentário. “Pensei em unir minha aptidão técnica de produção audiovisual realizando um documentário sobre o assunto que me interessou a vida inteira: metal”, conta Sérgio.

 

O documentário “Malefactor – 25 anos sob a Lei da Espada” já foi exibido em casas de show especializadas no gênero metal e, no próximo domingo, 18 de novembro, vai ser exibido no Festival Independente do Big Bang também na capital baiana. As conquistas fora do âmbito da graduação não param por aí. Um selo de Portugal vai agora promover o lançamento do DVD do documentário.

 

 O produto

 

Sérgio Franco adotou uma abordagem cronológica no documentário “Malefactor – 25 anos sob a Lei da Espada”, resgatando imagens do arquivo da própria banda, além de conduzir os integrantes a rememorar origens, produção de seis álbuns mundialmente conhecidos e o porquê de cada um continuar fazendo parte da banda.

Com 30 horas de material bruto, treze entrevistas, o jornalista investiu cerca de seis mil reais na produção. “Esse valor é pífio para um documentário, mas para um TCC o custo é elevado. Como fiz sozinho e precisava ter um controle maior do conteúdo produzido, preferi trabalhar em casa. Foram três câmeras ao mesmo tempo e as colocava para gravar, mas acontecia esquecer de ligar uma ou a luz não ficava boa em determinado ângulo e ainda usava a palma como claquete. Foi uma loucura, eu sei (risos)”.

 

Com o reconhecimento no círculo underground após a apresentação do documentário nas plataformas digitais, Sérgio já recebeu alguns convites para montagem de clipes musicais. “Isso é gratificante, mas penso daqui para

frente explorar outros temas, até porque, no âmbito musical, mesmo que você tenha uma produtora bem estruturada, uma banda independente dificilmente te traz retorno financeiro”.

 

 

 

Questionado se faria algo diferente em todo o processo, ele prefere um caminho mais conceitual. “Se eu pudesse mudar algo no documentário, focaria mais no lado antropológico de toda essa história com imagens do dia a dia dos integrantes fora dos palcos e turnês. Fazendo com que pessoas que não têm interesse ou não conhecem o mundo do metal – já que é bem restrito – dessem atenção e se questionasse o que faz uma pessoa levar um projeto por 25 anos apenas por amor”.

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