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Um uso singular da atividade física

October 31, 2017

Esporte pode ser um aliado no tratamento da depressão

 

“São minutos preciosos do meu dia”. Assim, resume Ingrid Fernanda, 29, ao sair de mais um treino funcional no Jardim de Allah, orla de Salvador. A administradora de empresas já participa das atividades há mais de um ano com um intuito singular: auxiliar no tratamento contra a depressão, diagnosticada após perder o emprego.

 

“Eu já não vinha bem e esse foi um período muito difícil, pois gostava muito do meu emprego”, relata.

 

 

Ingrid adotou a atividade física como tratamento

complementar à depressão (Foto: Arquivo Pessoal)

 

 

Na época, Ingrid foi convidada, por uma amiga, para conhecer a atividade coordenada pelo professor Léo Gaúcho. Gostou e, hoje, sente que está dando certo. “Acho importante toda forma de tratamento e creio que cada pessoa deve escolher o que melhor lhe cabe - com auxílio médico, claro. No meu caso, não queria ficar presa a medicamentos e, pelo grau do meu problema, a atividade física ajudava muito”, pondera Ingrid.

 

A psiquiatra Larissa de Freitas afirma que, em algumas situações, o diagnóstico não é tão difícil, principalmente quando eles são moderados e de apresentação típica, como no caso de Ingrid. No entanto, ela destaca a importância de buscar o psiquiatra para avaliação do paciente e diagnóstico da doença o mais breve possível. “O cérebro em depressão apresenta-se "inflamado", observa. "Diversas substâncias pró-inflamatórias se encontram ali indevidamente, gerando stress oxidativo e causando dano ao tecido neuronal em alguma escala. O tratamento visa justamente a normalização desse ambiente celular, revertendo o quadro depressivo e devolvendo qualidade de vida ao paciente”, explica Larissa.

 

Por conta desse quadro biológico, a psicóloga e psicoterapeuta Juliana Calixto explica que a atividade física é recomendada como um complemento no combate à depressão, mas nunca como uma alternativa à medicação. “Várias pesquisas apontam que a prática regular de atividade física pode, sim, auxiliar muito no tratamento da depressão, porque o organismo produz substâncias como a endorfina e a serotonina, que dão a sensação de aumento de energia, bem-estar e tranquilidade, reduzindo a ansiedade e influenciando diretamente na regulação do humor”, justifica.

 

Educador físico há 12 anos e coordenador do grupo que Ingrid participa, Léo Gaúcho também ressalta a importância social dos exercícios como um grande aliado no tratamento da doença. “Aqui, a pessoa vive a oportunidade de se desvencilhar do problema e ter essa sensação de bem-estar pelos vínculos de amizade”, afirma, chamando atenção para outro aspecto importante no tratamento da depressão: o convívio saudável com outras pessoas.

 

O discurso do professor é alinhado ao da psicóloga, no tocante à função prática dos exercícios como complemento no tratamento da depressão. “A atividade física não é milagrosa e não pode ser vista como solução para todos. Cada caso é único. Antes de iniciar as atividades, existe uma conversa com o aluno para saber se há acompanhamento psiquiátrico e psicológico”, esclarece.

 

A psicóloga Juliana Calixto alerta para a importância da avaliação com o psiquiatra e tratamento   terapêutico, uma vez que é importante investigar as causas da depressão para evitar futuras recaídas.

 

 As atividades acontecem na praia de Jardim de Allah,

orla de Salvador (Foto: Reprodução Instagram)

 

 

                                                                                            

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