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Salvador é a capital brasileira com menor número de fumantes

June 20, 2017

Salvador é a capital brasileira com menor número de fumantes pelo segundo ano consecutivo, aponta Ministério da Saúde. A cidade é, também, uma das únicas a possuir legislação antitabagista própria, além de um programa específico para combater o uso do cigarro. Mais do que a posição no ranking nacional, os resultados do investimento no combate ao tabagismo são sentidos, inclusive, na qualidade da saúde pública.

 

 

 

Em Salvador, o Programa de Controle do Tabagismo foi iniciado, em 2006, com um atendimento médio de 1.500 pessoas por ano. “Somente em 2016, o Programa acolheu 1.380 fumantes. Destes, 988 concluíram o tratamento, que dura um ano, mas apenas 384 não tiveram recaídas”, explica a coordenadora do Programa, Carla Geminiana, que ressalta a importância da vontade pessoal para o abandono do hábito.

 

Ela aponta que a redução é resultado da somatória de ações de combate, principalmente a legislação antitabagista. “No Brasil, a legislação de combate ao cigarro é muito forte. Somos, inclusive, modelo mundial nesse aspecto. Salvador, além de seguir a legislação nacional, possui também a lei municipal 7.651/2009, que proíbe o consumo de cigarros em locais públicos. A junção entre legislação e a uma política educativa e de acolhimento é a grande responsável pela redução no índice de fumantes. Graças a essa atuação, apenas 5,2% dos soteropolitanos são fumantes, mas nosso intuito é reduzir ainda mais”, justifica.

 

Carla Geminiana relembra que motivos não faltam para o combate ao hábito. “O cigarro é responsável por cerca de 50 doenças, sendo os cânceres as mais graves. “O tratamento para esses agravos consome R$26 bilhões por ano do SUS [Sistema Único de Saúde]. Além disso, mais de seis milhões de fumantes ativos morrem por conta das consequências da nicotina. Os malefícios acometem até quem não fuma, já que o cigarro também mata mais de 600 mil fumantes passivos por ano, dentre eles crianças e idosos. Sem dúvida, o enfrentamento ao tabagismo gera enormes ganhos à saúde pública, inclusive econômicos”.

 

Além de ser um alívio à saúde pública, o abandono do cigarro é ainda mais benéfico para quem o faz. De acordo com a pneumologista Margarida Neves, as mudanças na qualidade de vida são facilmente sentidas pelo ex-fumante. “Os benefícios de deixar o hábito de fumar estão especialmente ligados à melhora da tolerância ao esforço, à maior disposição para as atividades físicas e à melhora das frequências respiratória e cardíaca. As mudanças podem ser sentidas até na pele”, esclarece.

 

Dra. Neves também chama atenção à força de vontade na hora de largar o vício e reforça a necessidade de alguns cuidados: “Apenas 5% dos fumantes com maior dependência deixam de fumar sem ajuda médica e psicológica. Quem está parando, deve evitar ao máximo o contato com os chamados gatilhos, que são situações que desencadeiam no fumante uma enorme vontade de fumar, a exemplo do café, álcool, jogos e do stress”.

 

A dificuldade de se manter fiel á abstinência diante dos gatilhos é reconhecida pela ex-fumante Edilena Couto. Ela contou que fumou por 21 anos e decidiu para há dois. “Comecei a fumar cedo, por ver colegas fumando, para me enturmar. Também achava sexy. Mas, após o incentivo de alguns amigos resolvi parar e foi assim: acordei decidida e nunca mais coloquei um cigarro na boca”. Apesar da determinação, Edilena Couto reconhece que não é fácil: “A vontade nunca passou. É uma luta diária. Mas não pretendo mesmo voltar a fumar. Então, resisto firme e forte”.

 

A ex-fumante admite os benefícios de abandonar o hábito. “A qualidade de vida sem o cigarro é outra. Não tem sequer comparação. Senti uma melhora significativa na pele, na disposição física e até consigo sentir melhor o gosto dos alimentos. Pena que engordei um pouco após deixar o cigarro, mas aí já depende de uma dieta [risos]. É outra etapa a ser vencida”, brinca.

 

TRATAMENTO

 

O Programa de Controle do Tabagismo oferece tratamento gratuito aos soteropolitanos que queiram deixar o hábito de fumar. O acompanhamento dura um ano e é feito por um grupo multidisciplinar de apoio que atua em 45 unidades de saúde espalhadas pela capital baiana. Para se inscrever, o interessado deve procurar uma dos postos da Secretaria Municipal de Saúde, portando RG e Cartão do SUS.

 

O tratamento dura um ano e inclui distribuição de medicamento nos três primeiros meses, caso seja necessário. “Antes de tudo, o fumante passa por avaliação médica e psicológica. A partir dessa análise, fé possível compreender as necessidades dele para o tratamento, inclusive o uso de medicamentos. O segundo passo é o acompanhamento pela equipe multidisciplinar, que acontece por um ano. Consideramos que a pessoa tratada de fato abandonou o hábito quando ela passa este ano inteiro sem recair ao uso do cigarro”, explica Carla Geminiana.

 

Mais informações sobre o Programa podem ser obtidas através do telefone: (71) 3202-1045.

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