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Climatério provoca desconforto em milhares de mulheres brasileiras

May 30, 2017

Ednalva Maria da Silva, 52, não sabe com exatidão o dia que começaram as mudanças. “Eu lembro apenas que passei a sentir uma falta de ar, um calor bem diferente do normal e um estresse horrível. Isso durou um tempo, até que aos 44 anos, por aí, parei de menstruar. Fui ao médico, mas não precisei tomar remédio”, conta a assistente social. A experiência não foi sinal de uma doença e, sim, de um período natural na vida das mulheres, o climatério.

 

 

O climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários. Em 2015, uma pesquisa do IBGE revelou que 27,9% das brasileiras – o equivalente a 29 milhões - estavam a experimentar esse momento que antecede a menopausa. A auxiliar administrativa, Maria de Lourdes Correia, 46, está nessa fase e precisou ir ao médico, pois começou a ter dificuldades para esvaziar a bexiga. “Sinto dores, e às vezes sinto dificuldade para fazer xixi ou estou com incontinência urinária. Fiquei apavorada! Percebi que os grandes lábios atrofiaram e tive uma redução da lubrificação vaginal”, relata.

 

A dra. Zeilda Bonfim, ginecologista e obstetra, disse não haver uma idade certa para o início da transformação. “O climatério, em geral, começa depois dos 40 anos. Essa fase é marcada por sintomas bem semelhantes aos da Tensão Pré-Menstrual, a famosa TPM, no entanto, são bem mais intensos. São enxaquecas, sensações de inchaço no corpo e cansaço, irritação e um calor aparentemente sem motivo. Essa lista de sintomas pode perdurar por alguns anos até que os ciclos se tornem irregulares e, por fim, ocorra a última menstruação. É importante ressaltar que a duração e intensidade variam de pessoa para pessoa”, chama atenção.

 

 

 

Todas essas alterações fisiológicas têm motivos. Quais seriam? Você pode estar se perguntando. O homem, durante toda a vida, libera inúmeros espermatozoides a cada ejaculação. Com o sexo oposto, o processo é totalmente diferente. O organismo feminino produz um óvulo por mês. Essa “fabricação” exige um esforço que não se imagina. A mulher nasce com, aproximadamente, dois milhões de folículos (células germinativas). Todos os meses eles se “organizam”, digamos assim, para produzir o óvulo. Os que não conseguem cumprir a tarefa morrem. E aí, a queda no número é irreversível. Só para se ter uma ideia, ao atingir a puberdade, a adolescente já perdeu cerca 1,2 milhão, restando 400 mil células germinativas.

 

Os folículos produzem os hormônios sexuais estrogênio e progesterona. Resultado: quanto menos folículos, menor é a concentração dessas substâncias. O corpo reage a essa queda por meio dos sintomas citados anteriormente e outros, como excesso de suor, incontinência urinária, secura vaginal, redução do desejo sexual e enfraquecimento dos pelos pubianos.

 

A dra. Zeilda Bonfim esclarece que as alterações não são apenas físicas. “Quando a gente fala em queda na produção de estrogênio, consequentemente, fala-se também na alteração dos níveis de substâncias encontradas em áreas do sistema nervoso central. Com isso, nesse período, a mulher pode ter depressão, alteração de humor e ficar mais sensível”.

 

O fato de ser um processo natural não significa que preocupação e cuidado são dispensáveis, muito pelo contrário. O tema tem sido discutido por profissionais da área, que defendem um diagnóstico precoce, acompanhamento médico e, sempre que preciso, um tratamento para evitar problemas futuros. “Esses hormônios são muito importantes para o organismo. Quando eles aparecem em menor quantidade no corpo, a pessoa fica sujeita a ter doenças do coração, osteoporose – perda grave de massa óssea – e até câncer. Diante disso, procurar um especialista é o melhor a ser feito. Ele vai orientar sobre uma possível reposição hormonal e evitar maiores danos”, alerta a ginecologista.

 

É importante que a mulher enfrente essa fase de sua vida com muita disposição e compreenda que o climatério não é nenhuma doença, apesar dos incômodos gerados, é uma fase natural da vida da mulher, conclui a dra. Zeilda Bonfim.

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